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A Priscilla Moraes de trás das câmeras

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É curioso ter me tornado um 'talento' por trás das câmeras. 

Desde que comecei a faculdade de jornalismo, lá pelas idas de 2006, meu foco era a TV.

Concluí minha formação e estagiei em alguns locais. Uns quatro ou cinco. Isso porque, justamente, queria ter certeza sobre aquilo que NÃO gostaria de fazer.

Fui assessora de imprensa, fui editora de texto, de web, de imagem, de áudio; fui repórter; fui repórter cinematográfica, fotojornalista, radiojornalista. Para impresso, pra site, pra rádio, mas eu seguia querendo a TV.

Em 2018, eu comecei a trabalhar na TV de fato. Na TV Globo, a emissora que me acompanhou durante a vida. E quando eu cheguei aqui, em 2018, eu contava nos dedos de uma mão só a quantidade de 'funções' que eu conhecia da TV. Todas envolviam o velho clichê jornalístico: repórter, cinegrafista, chefe de redação, âncoras. 

Mas a verdade é que a TV é feita por centenas de outros profissionais com responsabilidades diferentes. E todos fundamentais para que a informação saia daqui (ou de qualquer lugar do mundo) e apareça aí, na sua TV. 

Sem exagero nenhum: se uma dessas funções falha, o trabalho todo desanda. 

Estou falando de operadores de áudio, de GC, de TP; DTVs; técnicos; assistentes de produção, de estúdio; produtores de reportagem, editores de texto, de imagem; designers... fora todos as outras que, indiretamente, colocam o jornal no ar, a sua TV pra funcionar. 

Sou Produtora de Reportagem na GloboNews. Sou uma, entre os muitos produtores de reportagem que atuam aqui. A minha função principal, hoje, é ser Coordenadora de Vivos. A função é complexa, mas, resumidamente, fica responsável por colocar tudo e todos no jornal que precisam estar 'ao vivo', em tempo real, imediatamente. De repórteres a entrevistados e comentaristas, passando por fotos, vídeos, tuítes e documentos. 

Fisicamente, manuseio muitos botões e tenho que saber para que serve e onde fica cada um deles. Além disso, monitoro o jornal e uma infinidade de sinais aqui no Rio, em São Paulo, em Brasília, em outros estados, em outros países. 

É tudo muito corrido. Não temos muito tempo para pensar. A função exige tomada de decisão e com rapidez.

Adoro o que faço, é um trabalho louco e vivo! E olha que surpresa! Esse convite agora! Participar de uma campanha nacional chamada 'Talentos' só me mostra o quanto meu empenho é reconhecido aqui. E, preciso reconhecer, meu lado demasiado humano nunca imaginaria que essa função fosse me levar a participar de uma campanha tão bonita ao lado de colegas tão queridos, que fazem a TV acontecer todos os dias, o dia todo.


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