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Miopia em crianças aumenta durante a pandemia

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Essa semana falei sobre o aumento do diagnóstico da miopia em crianças durante a pandemia da covid-19. E como o isolamento social pode estar relacionado ao agravamento mais veloz dos quadros.  

O link da reportagem no site da GloboNews está aqui

COMO ESTA PAUTA NASCEU?

Quem me acompanha nas redes sabe que sou mãe do Benedito e que ele toma boa parte das minhas publicações. Poucos sabem é que o universo da maternidade onde vivo por causa dele, me inspira, na maioria das vezes, em ideias de pautas e reportagens.

Benedito se saiu bem na pandemia. Teve poucos efeitos colaterais, mesmo nos períodos mais intensos do isolamento. Como todos os colegas jornalistas, eu não deixei de trabalhar presencialmente e acredito que isso tenha nos dado um controle emocional maior e mais sabedoria para escolher entre ficar em casa enclausurados ou ir pra rua, tomando todos os cuidados devidos. 

Então, Bené passeou ao ar livre, teve contato com outras crianças na mesma situação que ele, estudou presencialmente e passou - quase - ileso por esses 20 meses de pandemia.

Mesmo assim, as dificuldades das crianças em confinamento me inquietam. Tudo o que poderia ter acontecido com ele - e não aconteceu - acaba virando matéria. 

Esta pauta nasceu assim: eu estive com ele no oftalmologista. A visão dele está perfeita. Enxerga bem de longe e de perto. E, desde sempre, eu e o pai, nos preocupamos em limitar o tempo que ele passa em frente à TV. Ele ainda não tem autonomia no celular, apesar de já saber mexer nos aparelhos.

Mas sei que essa é a minha realidade. E que funciona de maneira diferente para outras famílias. Por isso, ao final da consulta, perguntei: como anda a visão das crianças nessa pandemia?

A médica disse que tinha aumentado bastante o número de crianças com problemas de vista por causa do uso excessivo de telas. Além das aulas remotas, os desenhos, os vídeos, os jogos eletrônicos acabaram virando um jeito efetivo de entreter os filhos nessa pandemia enlouquecedora.

Meu pensamento é quase sempre assim: "Se um problema me acende um alerta, é porque outras pessoas poderão se beneficiar da informação".

A partir deste papo, parti para outras fontes de informação. 

Cheguei a uma pesquisa sobre miopia no Brasil e outra na Argentina. Contei com a ajuda da assessora Eutrópia Turazzi, de Campinas, que me apresentou ao Dr. Leôncio, oftalmologista membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Através deles, conheci um menino, o João, de 6 anos.

Os pais do João descobriram por acaso a miopia do filho. E foi a história do João que ajudou a gente a conduzir uma reportagem sobre o tema. 

A edição foi da Flávia Freitas e do Arthur Santos, as imagens, do Kleiton Cintra. 



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